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segunda-feira, 4 de abril de 2022

Depois de quase dez anos de espera, Unidade Morumbi faz primeiras cirurgias

Esta é uma vitória de toda a sociedade”, comemora Arrais
Uma mulher de Itaúna do Sul com 71 anos e um homem de Paranavaí com 61 anos entraram para a história da Santa Casa de Paranavaí. Ela foi a primeira paciente a ser internada e ele o primeiro a se submeter a uma cirurgia na Unidade Morumbi, marcando a abertura da repartição hospitalar. Ambos foram operados pelo cirurgião Pablo Gonçalves.

No domingo (03) à tarde o presidente da Santa Casa, Renato Augusto Platz Guimarães, os diretores Héracles Alencar Arrais (geral-administrativo), Jorge Pelisson (técnico) e Rubens Costa Monteiro Filho (clínico) e os gerentes Marcelo Cripa (financeiro) e Marily Vasconcelos Gomes (assistencial) estiveram na unidade recepcionando os sete primeiros pacientes que foram internados e estavam programados para se submeter a cirurgia nesta segunda-feira (04). Eles deram as boas-vindas aos pacientes, desejaram boa sorte a eles e comemoram o início das atividades, afirmando que a nova unidade hospitalar é uma conquista de todos e vai beneficiar toda a região.
A Unidade Morumbi tem 8.500 m² e capacidade para 98 leitos de enfermaria e mais 10 de UTI. Vai atender exclusivamente pacientes do SUS. O centro cirúrgico tem duas salas obstétricas e cinco salas gerais. Além disso o prédio dispõe de refeitório, lavanderia, farmácia e salas de diagnósticos. Inicialmente serão abertos 38 leitos e o centro cirúrgico.

Já funciona no prédio o Centro Regional de Oftalmologia, que atende pacientes das regionais de Paranavaí, Cianorte e Umuarama. “Na verdade, embora seja uma extensão da Santa Casa, trata-se de um novo hospital. Só para se ter uma ideia, se os leitos fossem um anexo da unidade central, a parte de limpeza, por exemplo, resolveríamos com mais quatro contratações. Lá precisou de 20 para o mesmo número de leitos”, explica Arrais.
MUITA GENTE AJUDOU – Para o presidente Renato Guimarães, a nova unidade é uma grande conquista para a região. “A população precisa saber que a estrutura inicial desta unidade foi doada pelos médicos da MedInvest (grupo particular formado principalmente por médicos e sócio majoritário do planejado Hospital Noroeste), que queriam que a Prefeitura nos desse o imóvel. Foi uma negociação que contou com a participação do Ministério Público, o então prefeito Rogério Lorenzetti e os doutores Jorge Pelisson e Cristina Lorenzetti em nome dos médicos”, disse Guimarães. Só a parte estrutural (sem o valor do terreno) foi estimado em 2013, quando houve a transferência do imóvel, em R$ 5 milhões.

Fez questão de enfatizar que houve um acordo com o Estado e foram liberados R$ 20 milhões para a conclusão das obras físicas. “O governador era o Beto Richa e ele nos ajudou muito, junto com o secretário Michele Caputo. O Estado dooum cerca de R$ 9 milhões e depois mais R$ 11 milhões para terminar o hospital”.

Mais adiante contou que o então ministro da Saúde, deputado Ricardo Barros, se comprometeu a liberar recursos para a compra de equipamentos e mobiliários para a nova Unidade. “Ele deixou o Ministério e não conseguiu liberar os recursos. Mas negociou com o Governo do Estado estes recursos. A então governadora Cida Borghetti assinou o convênio para a liberação do dinheiro e deixou os recursos empenhados”, conta

Depois o governador Ratinho Júnior liberou os R$ 19,6 empenhados e, junto com o então secretário Beto Preto, autorizou que R$ 3 milhões que foi economizado nas compras dos equipamentos, fossem investidos na compra de instrumentais cirúrgicos. “E agora vai nos ajudar no custeio junto com os municípios”, comemorou o presidente.
DEVER CUMPRIDO – O cirurgião Jorge Pelisson, diretor técnico da Santa Casa, comentou que, para ele, que fez parte da MedInvest e foi um dos negociadores para repassar a estrutura para a Santa Casa, a abertura da Unidade Morumbi significa o momento de “missão cumprida”. Para ele, até melhor do que o planejado pelo lado social da nova unidade.

O médico lembrou que o grupo de médicos que planejava construir o hospital tinha a frente Luizinho Gonzaga Donida e Carlos Henrique de Paula e ele assumiu um posto de liderança mais tarde. “Quando devolvemos o terreno e doamos a estrutura para a Santa Casa quem estava à frente era a Cristina (Lorenzetti), o Carlos Fernandes e eu. Tivemos a assessoria do Edilson Avelar (advogado) e do Edson Alves (contador). Como era uma S/A, fizemos uma assembleia e por unanimidade foi decidido o retorno do terreno ao município e as instalações para a Santa Casa, já pré-acordado que obviamente o terreno seria doado para a Santa Casa, o que foi feito em forma de permuta”, relembrou.

“Este é um momento de agradecer a todos que acreditaram no investimento e no empreendimento. E não só os médicos. Tínhamos alguns empresários que estavam investindo só para dar a Paranavaí um novo hospital. E os sócios minoritários que também acreditaram na iniciativa. Os políticos fizeram a parte deles, mas se não fosse todas estas pessoas não teríamos esta enorme estrutura, de primeiro mundo, atendendo o SUS. Queríamos um hospital privado e acabou saindo melhor”, cita.

A abertura da unidade foi, para Pelisson “como tirar o peso de uma tonelada das costas. Hoje me sinto realizado, com o sentimento de dever cumprido, um legado que estamos deixando”. Na avaliação do médico muitas autoridades e lideranças fizeram sua parte, “Mas quem fez história mesmo foi a comunidade de Paranavaí”.
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO – A abertura da Unidade Morumbi é “extremamente importante para a cidade”, que vai crescer e se consolidar como um polo médico. A opinião é do diretor clínico da Santa Casa, Rubens Costa Monteiro Filho, que acredita que a nova unidade “vai atrair novos profissionais para a cidade. “Vamos ampliar o atendimento e melhorar a qualidade”, diz o oftalmologista.

Com mais médicos e mais especialidade à disposição, mais pacientes, do SUS ou particular, virão à cidade, vão gastar nos estabelecimentos comerciais e aquecer nossa economia, analisa Monteiro. “É o que chamamos de turismo médico”, explicou

O diretor salientou que com a nova unidade vai “aumentar o trabalho dos médicos”, mas que ele confia que o Governo do Estado vai fazer mais investimentos para melhorar as condições de atendimento à população. “Todos vão ganhar”, sustenta ele.
CONDIÇÕES FINANCEIRAS – Héracles Arrais diz que a abertura da nova unidade é “um momento histórico”. Segundo ele, foram muitas dificuldades. Quem está fora do processo não consegue imaginar quantos obstáculos têm que ser superados. Muita gente ajudou no processo e agora temos também as prefeituras. Esta obra não tem pai, nem mãe. Esta é uma vitória de toda a sociedade”, disse.

Arrais disse que foram feitos diversos planejamentos financeiros que nunca se consolidava e até a abertura neste momento não é melhor do ponto de vista financeiro. “Nossa prioridade é reconquistar o equilíbrio financeiro que perdemos com a pandemia. Mas por uma questão de responsabilidade social, estamos apertando ainda mais e abrindo esta nova unidade”.

Para ele, no hospital, “todos foram, estão sendo e serão importantes, principalmente neste começo. De quem faz a limpeza a quem faz a cirurgia”.
De acordo com o gerente financeiro do hospital, Marcelo Cripa, nos últimos dois anos o preço dos insumos hospitalares subiu entre 40 e 50%. Houve aumento de gastos com a pandemia (mais produtos de desinfecção e muito mais equipamentos de proteção individual) e, para agravar, a redução de receitas principalmente com a suspensão das cirurgias eletivas para garantir leitos aos pacientes da Covid-19.

Outra informação é que no primeiro ano da pandemia, em 2020, a Santa Casa recebeu cerca de R$ 1 milhão em doações. “As doações do ano passado, 2021, não chega nem a 10% do ano anterior”, diz Cripa.

Ass.Santa Casa

RoyNews


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