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PARANAVAÍ Previsão do Tempo

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Depois de quase seis meses de UTI e 11 dias de pediatria, bebê recebe alta

Uma festa na pediatria da Santa Casa de Paranavaí
marcou o sexto mê de mesversário da menina,
que nasceu com seis meses de gestação (prematura extrema)
Exatamente um dia após completar seis meses de vida, uma bebê que ficou internada na Santa Casa de Paranavaí desde que nasceu, a maior parte do tempo na UTI Neonatal e intubada, ganhou alta e pôde, finalmente, ir para casa. A autorização para deixar o hospital foi dada nesta sexta-feira, dia 10. “Foi uma vitória de toda a equipe da Santa Casa”, comemorou a médica-chefe da UTI Neonatal, Daniela Frazato Carvalho, que cuidou da pequena paciente na Unidade. “Depois de todo esse tempo, a gente se apega. E ficamos muito felizes em poder dar alta”, disse ela. Nos últimos dez dias a bebê ficou na pediatria depois de receber alta da UTI.
Em nota, a assistente social Andreza Mara Campos de Melo, que deu apoio a família da bebê e a enfermeira Márcia Ângelo dos Santos, que ajudou a organizar a festa para comemorar o 6º mesversário da menina, um dia antes da alta, relataram que a menina “permaneceu internada por seis meses lutando como uma gigante pela sua vida. Prematura extrema de 27 semanas de gestão, nasceu com 620 gramas. Perdendo peso nos primeiros dias de vida, chegou a 540 gramas. Venceu inúmeras infecções, passou por diversas transfusões sanguíneas. Não bastando isso, seus pulmões prematuros necessitaram de aproximadamente cinco meses da ajuda aparelhos”. Elas festejaram que “depois de 172 dias de internamento na UTI neonatal e 11 dias na pediatria, totalizando 183 dias de internamento hospitalar chega ao fim um capítulo de muitas lutas e vitórias dessa pequenina guerreira, de sua família e de toda equipe hospitalar”.
A mãe do bebê foi submetida a uma cesárea por ser hipertensa (pré-eclâmpsia), quando o bebê, apesar de formado, ainda estava imaturo. A pediatra Daniela Carvalho explicou que, além da prematuridade extrema, a criança nasceu abaixo do peso para sua idade gestacional: com seis meses, deveria ter peso próximo a um quilo. O baixo peso foi consequência das complicações de saúde como a doença da membrana hialina. “A criança teve várias infecções. A prematuridade e o baixo preso favorecem as infecções por fungos”. O estado de debilidade da criança fez a equipe estar ainda mais atenta aos efeitos colaterais dos medicamentos. A bebê foi acompanhada na UTI por um oftalmologista, porém, curiosamente, não contraiu a retinopatia da prematuridade, doença comum em prematuros.
A criança foi intubada várias vezes. “A gente extubava e tinha que voltar a intubar. Ela não conseguia respirar sem a ajuda de aparelho”, explicou a especialista. Foram 129 dias intubada por conta da displasia bronco pulmonar e hemorragia intraventricular cerebral. A indicação seria uma traqueostomia, mas o bebê não apresentou as condições para o procedimento. Após uma extubação acidental a criança conseguiu estabilizar sua respiração, recebendo apenas suporte de oxigênio através de cateter nasal, equipamento que ainda vai acompanha-la por mais 30 a 60 dias.
Se não tivesse as comorbidades, a criança que nasceu com 27 semanas de gestação, provavelmente (dependeria de sua evolução) permaneceria na UTI apenas até completar as 34 semanas. Em seguida teria alta (pelo menos da UTI), como acontece na maioria dos casos.

Durante o período que esteve no hospital, a bebê recebeu atendimento de uma equipe multidisciplinar: pediatra, enfermeiras, oftalmologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e nutricionista. Estes mesmos profissionais e um neuropediatra vão acompanhar a criança pelos próximos meses.
Em 15 anos de medicina este é o segundo caso atendido pela pediatra Daniela em que uma criança permanece tanto tempo assim na UTI. “A gente se apega”, repetiu ela, que nestes seis meses algumas vezes temeu pela vida da criança. “Desde o início a gente sempre explicou para a família os riscos”, disse a pediatra, que, atendendo ao protocolo, sempre que possível deixou a mãe pegar a criança no colo. “Este contato pele a pele é muito importante”. ressaltou ela. No entanto, informou que a mãe foi orientada a ficar isolada em casa por conta de pandemia da Covid-19. “Tivemos que aumentar ainda mais os cuidados”, recorda.

Ao dar alta para a pequena paciente, Daniela Carvalho disse que “esta foi uma vitória do hospital como um todo”. A criança deixou a UTI com 2.730 kg.
MESVERSÁRIO – No dia em que a criança completou seis meses, a mãe recebeu duas surpresas. “No dia nove de julho de 2020 completando seis meses de vida, a equipe multiprofissional da UTI Neonatal e Pediatria comemoraram junto a criança e sua mãe a vida e a superação desta paciente tão especial para todos. No seu sexto mesversário ganha de presente a tão sonhada alta hospitalar o que motiva os profissionais a continuarem dedicando suas vidas a salvar vidas”, escreveram Andreza e Márcia.

Na festa de mesversário teve bolo, decoração, balões e música com violão, numa sala reservada, mãe, filha e os profissionais cantaram o “Parabéns a Você”. Depois o bolo foi distribuído para outras mães e crianças nos seus quartos, respeitando a dieta de cada uma.
Nesta sexta-feira, Aline da Silva Santos, a mãe, residente em Paranapoema, não escondia a felicidade em poder levar para casa a sua segunda filha (a mais velha tem oito anos). Contou que seu pai (avô do bebê) e a filha mais velha ainda não conhecem a criança. “Veio o meu marido e a minha mãe. Agora os outros parentes e amigos vão conhece-la”. Relatou que, no início, duas vezes por semana percorria os 75 quilômetros entre Paranapoema e Paranavaí para ver a filha. Depois que começou a pandemia, passou a ir ao hospital uma vez por semana. Agradeceu a Deus pela filha ter vencido as dificuldades e classificou os profissionais da Santa Casa como “um amor de pessoas”, que muito ajudaram e deram muita atenção a filha.

A mãe disse que, na sua casa tudo está pronto a espera da criança, inclusive um cilindro de oxigênio para dar suporte à filha. E que seu primeiro passeio com a filha, quando for possível, será à igreja evangélica que frequenta. “Vou apresentar ela à igreja”, explicou.
APOIO A FAMÍLIA – Antes mesmo da criança nascer, a mãe (e o restante da família) já começou a receber apoio emocional do hospital. A assistente social Andreza e a psicóloga Larissa da Cruz Lima começaram a trabalhar quando tiveram que informar a mãe da necessidade de fazer a cesárea. Foram elas que prepararam a Aline. As profissionais explicam que é preciso preparar a mãe para aceitar que o nascimento será diferente daquilo que ela idealizou.

Esta é uma situação que pode criar um estado de depressão. Então é preciso agir preventivamente antes que o quadro se instale. As duas profissionais também acompanhavam o momento em que era preciso informar que o quadro clínico do bebê havia se agravado. Elas explicam que a criança na UTI Neonatal provoca uma “montanha russa de emoções”, com as condições clínicas variando entre altos e baixos. É um trabalho delicado já que, pela gravidade do quadro clínico da criança, a qualquer momento o pior poderia acontecer

Ass.Santa Casa
RoyNews

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