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PARANAVAÍ Previsão do Tempo

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Manifesto dos servidores de Paranavaí : " Não somos contra ninguém. Só queremos nossos direitos", diz presidente do Sindicato

Gabriel não afasta possibilidade de greve dos ACSs
e ACEs se não houver implantação do piso nacional
“Nós não somos contra ninguém. Só queremos os nossos direitos”. A afirmação é do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Paranavaí (Sinserpar), Gabriel dos Santos Luiz, e foi feira durante manifestação nesta segunda-feira (14) em frente a Câmara Municipal. 
Mais de uma centena de servidores,segundo a assessoria do Sinserpar, estiveram no Legislativo buscando apoio dos vereadores para suas reivindicações. E a proposta deu certo: os vereadores se comprometeram em agendar e participar de uma reunião com o prefeito Carlos Henrique Rossato Gomes (Delegado KIQ) para tratar das reivindicações da categoria.
Os principais temas da manifestação foi a implantação do piso nacional para os salários dos Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) e Agentes de Combate à Endemias (ACEs). O piso nacional é de R$ 1.250,00 e em Paranavaí o salário inicial é de R$ 1.105,04. A outra pauta foi a redução da carga horária de trabalho das agentes de conservação, cozinheiras e atendentes de creche. “Estes servidores estão trabalhando 9 horas por dia e só tem uma hora de almoço. É desumano”, disse Gabriel aos vereadores.
Os manifestantes fizeram questão de enfatizar que o movimento visa única e exclusivamente a conquista de um direito já assegurado por lei federal. “Estamos aqui em respeito ao servidor”, reforçou o presidente do Sinserpar. Segundo ele, os próximos passos agora são: aguardar a reunião que os vereadores vão marcar com o Executivo e depois realizar uma reunião com os ACSs e ACEs, quando eles poderão decidir pela greve. “A hipótese de greve não está descartada. Esta possibilidade existe e é real”, aponta o líder sindical.
AÇÃO ARQUIVADA – Os servidores, após a manifestação, entraram na Câmara e começaram a ocupar as galerias quando acontecia a reunião conjunta das comissões de Constituição e Justiça e de Orçamento. Nesta ocasião os vereadores se anteciparam e já anunciaram apoio à categoria, que pedirão uma audiência com o prefeito e participarão da reunião.
Na ocasião, o presidente da CCJ, Aldrey Azevedo, informou que o piso nacional dos agentes já havia sido solicitado e que a resposta do Executivo (a mesma dada ao Sinserpar) era de que a Administração Municipal aguardava o julgamento de uma ADI, a 6103, no STF, que questionava o piso. “Mas esta ação foi arquivada antes mesmo da data da resposta”, disse ele.
Os servidores também foram informados que os vereadores Professor Carlos João e Claudemir Barini, o Irmão Barini, encaminharam requerimento ao Executivo questionando a determinação de que algumas categorias cumprissem carga horária de 44 horas semanais. 
Em resposta, a Administração Municipal informou que o que aconteceu foi apenas o cumprimento da legislação. Mas não explicou porque alguns servidores cumprem apenas 35 horas semanais e as razões dessa diferença.

Fonte RoyNews/Ass.Sinserpar

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