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PARANAVAÍ Previsão do Tempo

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Beto Richa e mais 32 são denunciados por lavagem e organização criminosa na Lava Jato

O ex-governador Beto Richa (PSDB), o ex-secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná e irmão de Beto, Pepe Richa e mais 31 pessoas foram denunciadas por desviar R$ 8,4 bilhões por meio de supressões em obras rodoviárias em concessões no Anel de Integração.

A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira (28), pela força-tarefa da Lava Jato em conjunto com os procuradores da República de Ponta Grossa, Paranavaí e Apucarana. Segundo as investigações, as propinas pagas em troca de benefícios concedidos para as concessionárias foram de pelo menos R$ 35 milhões.

“É virtualmente o maior desvio de dinheiro já comprovado na história do Paraná. Mais de R$ 8 bilhões poderiam ter revolucionado a infraestrutura do estado”, afirma o procurador da República, Diogo Castor.
O MPF aponta que Beto e Pepe Richa comandavam o esquema de propina das rodovias. Eles e mais oito pessoas foram denunciadas pelos crimes de organização criminosa e corrupção passiva.

Richa está detido desde sexta-feira na sede do Regimento de Polícia Montada da capital, no âmbito da Operação Integração.

Também foram denunciados os ex-presidentes das concessionárias Econorte, Viapar, Ecocataratas, Caminhos do Paraná, Rodonorte e Ecovia pelos crimes de corrupção ativa e organização criminosa. O empresário João Chiminazzo Neto foi denunciado como principal operador financeiro do esquema criminoso.

“Os crimes são relacionados às investigações da Operação Integração, que apontam a existência, ao longo de quase duas décadas, de uma prática consolidada de pagamento de propina pelas concessionárias que operam o Anel de Integração do Paraná. Os subornos eram pagos pela obtenção de favorecimentos contratuais que excluíam obras e aumentavam tarifas”, aponta o MPF.


Segundo a denúncia, as irregularidades começaram na apresentação da proposta comercial das concessionarias, em 1997. Os custos dos serviços e obras estavam superfaturados, de forma proposital. No início, o superfaturamento permitiu a implantação da tarifa básica e elevou os lucros das empresas.

O Departamento de Estradas e Rodagem do Paraná aderiu ao critério de medição por insumos sem respaldo contratual, que permitiu que concessionárias se desonerassem da conclusão de obras sem terminá-las, sob a alegação de que a meta financeira já teria sido cumprida, ou seja, que o valor da obra estimado pela própria concessionária já havia sido gasto.

As investigações vão continuar para apurar se a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e o Tribunal de Contas facilitaram os desvios.

Obras deixaram de ser entregues

Ainda de acordo com os procuradores, o contrato inicial com as concessionárias de pedágios previam obras que jamais foram entregues. As empresas haviam se comprometido a duplicar 995,7 quilômetros de rodovias no estado, com as obras concluídas integralmente até 2016. Hoje, as estradas tem 273,5 km de duplicação, somente 27,4% do total previsto.

Também estava prevista a construção de 136 interseções [cruzamentos] para entrega até 2017. Ocorreu a construção de apenas 29 unidades, 21,3% do total. Para o mesmo ano, existia em contrato a construção de 303,2 km de terceiras vias, apenas 59,3 km foram finalizados.

Para construção de contornos, a previsão era de 174,5 km, com previsão de término para 2016 e apenas 43,2 km foram construídos. E entre os 15,2 km de marginais previstos, para entrega em 2016, nenhum quilometro foi construído.
Dados da Polícia Rodoviária Federal apontam que foram registradas 1714 mortes nas rodovias do Anel de Integração, nos últimos cinco anos. Do total, 403 ocorreram em colisões frontais em trechos de pista simples.

“A corrupção no pedágio deixou um rastro de sangue e morte nas rodovias do Paraná”, afirmou o procurador da República, Deltan Dallagnol.
Operação Integração

A segunda etapa da Operação Integração foi deflagrada em setembro para apurar irregularidades na concessão de rodovias federais do Anel de Integração, no interior do Paraná. Segundo a decisão de hoje, foram reunidas provas suficientes de arrecadação de caixa 2 junto às concessionárias, de atos de ofícios que favoreceram as concessionárias e o enriquecimento pessoal de diversos investigados, que adquiriram bens de consumo com dinheiro em espécie e receberam depósitos.

Na época, foram identificados dois esquemas paralelos de pagamentos de propinas.


RoyNews- Fonte- Paraná Portal

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