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PARANAVAÍ Previsão do Tempo

domingo, 14 de outubro de 2018

Atacado por tigre em 2014,em Cascavel, Vrajamany Rocha desponta no esporte e nada por sonho de ir à Paralimpíada


A imagem da dor de Vrajamany Fernandes Rocha correu o Brasil. Depois, chocou o mundo. E o impacto daquelas cenas refletiu no futuro do jovem para sempre. Então com 11 anos, no dia 30 de julho de 2014, uma quarta-feira, Vrajamany foi vítima de um ataque ao entrar inadvertidamente na área de felinos no Zoológico Municipal de Cascavel, no Paraná, que visitava acompanhado do pai e de um irmão.

Ele teve o braço direito dilacerado após levar duas mordidas de um tigre de 200 quilos. Após ser socorrido, o membro foi amputado.

A primeira dentada atingiu a mão direita. A segunda, próxima à axila, por poucos centímetros não alcançou artérias importantes, que poderiam causar sua morte instantaneamente. Tudo foi filmado por outros turistas que estavam no zoológico. As cenas foram destaque no Fantástico, da TV Globo, e o acidente com o menino brasileiro tornou-se assunto nacional.
Vrajamany permaneceu o tempo todo consciente, em que pese a fúria do ataque. Hoje, passados mais de quatro anos, ele tem consciência de que o incidente mudou sua história. E não exatamente para um trajetória negativa.

Aos 15 anos, o jovem encontrou no esporte o escape definitivo para as frustrações que sempre procurou combater. Tornou-se um nadador de talento, e tem aprimorado suas habilidades para brilhar no mundo paralímpico. Neste ano, passou a treinar no Centro Palímpico Brasileiro em São Paulo, mesmo local que serve de base para a seleção brasileira, mantido pelo CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro). A reportagem o acompanhou por uma manhã, desde a chegada ao local com uma prótese repleta de desenhos de heróis até a prática dentro da água.

Egresso de projetos de iniciação de deficientes no esporte, Vrajamany acabou descoberto em um programa de base do comitê e atualmente ele treina ao lado dos maiores nomes do país.

O progresso feito em poucos meses faz Vrajamany sonhar com participações em Campeonatos Mundiais e -por que não?- medalhas em Paralimpíadas. Inspirações não lhe faltam.
Uma melhora na composição do nado virá a galope com musculação, o que Vrajamany ainda não faz. O que ele faz, isso sim, é levar com bom humor as brincadeiras com os outros nadadores do grupo de treinamento, que o batizaram de "Leãozinho" -embora tenha sido mordido pelo tigre.

A bem da verdade, Vrajamany nunca se deixou abater pela perda do braço. Nem nutriu raiva pelo incidente. Na primeira prótese que ganhou logo depois da amputação, pediu o desenho do tigre que o atacou. Implorou para que o animal não fosse sacrificado, e foi atendido. Tornou-se vegetariano, afirma ser um defensor dos animais e que só quer seguir em frente.

A tragédia o tornou mais forte e independente.

Fonte- G1



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